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terça-feira, 17 de agosto de 2010

ECONOMIST.COM: Economia da China ultrapassa a do Japão em termos reais - "China e Índia foram as maiores economias do mundo por quase todos os últimos 2.000 anos" !!! - Angus Maddison

Figura 1: A História do PIB Mundial 




























Minha opinião é que a análise dos fatores abaixo contribui para solucionar o mistério proposto no final do artigo do The Economist:

·         Por que elas (China e Índia) recuaram tanto deve ser mais misterioso do que porque estão florescendo atualmente.

É interessante observar onde estão certos eventos históricos na figura acima:

·         A “Derrota da Dinastia da Marinha” e a destruição dos estaleiros chineses, pelos vencedores da guerra interna pelo trono. Estes navios chineses permitiam expedições marítimas no Oceano Indico com MILHARES de soldados chineses “apoiando” a “abertura dos portos” para os seus comerciantes.  (Lembro-me de ter visto uma imagem comparando um navio chinês com as caravelas dos portugueses / espanhóis das Grandes Navegações, ocorridas muitos anos depois – parece-me que seria como comparar um transatlântico (navio chinês) com uma pequena lancha (caravelas).  Se não tivesse havido esta reviravolta política que destruiu a capacidade marítima da China, talvez a língua comercial teria sido, sempre, o Mandarim e não o Inglês / Espanhol.

·         As Grandes Navegações fonte dos Impérios: português, espanhol, holandês, inglês, austro-húngaro (Mercantilismo / Colonialismo)

·         Independência dos Estados Unidos

·         Revolução Francesa

·         Revolução Industrial  (industrialização do Primeiro Mundo – Capitalismo Liberal (ou Utopia Burguesa – Adam Smith, Ricardo, Max Weber))

·         Revoluções Comunistas (Industrialização do Segundo Mundo ( Capitalismo de Estado - exemplos: Rússia, China - (Utopia Comunista substitui a Utopia Burguesa que não cativava mais ninguém. Vide os romances de Charles Dickens sobre as condições miseráveis dos operários ingleses, expulsos dos campos para abastecer as indústrias nascentes – Londres, Manchester -  carentes de mão-de-obra)).

·         Primeira Guerra Mundial  (queda de muitas Potências Coloniais)

·         Segunda Guerra Mundial (fim do Império Britânico, ascensão dos Estados Unidos e União Soviética - Guerra Fria e Corrida Espacial)

·         “Milagres Econômicos” Alemão e Japonês  (Plano Marshall financiando a reconstrução da Ásia e da Europa – financiamento Norte-Americano para consumo de Produtos e Serviços dos EUA. E seus análogos, mais pobres, do lado de lá das Cortinas de Bambu (China) e de Ferro (URSS))

·         Primeiro Choque do Petróleo – o combustível do mundo deixando de ser “grátis”

·         Segundo Choque do Petróleo - o combustível do mundo torna-se muito caro - sua produção exige vultosos orçamentos militares para proteger as reservas, localizados em áreas com populações pouco amistosas para com o Ocidente (alguns exemplos: Arábia Saudita, Irã (Xá), Iraque, Venezuela)  (Parece que, em relação ao Petróleo, o Deus de Maomé é mais generoso que o de Moisés -  rs rs rs rs  J )

·         Queda do Muro de Berlim – Capitalismo de Estado, com Planejamento Centralizado, não consegue acompanhar as evoluções tecnológicas e sociais.

·         China flexibiliza Planejamento da Economia, buscando preservar Centralismo Político – “Não importa a cor do gato (se é vermelho ou não), desde que consiga caçar o rato”. Terá mais competência / sorte que a URSS? As tensões ambientais (saúde) e sociais (distribuição das benesses do “milagre econômico”) estão crescendo.

 “Milagre Econômico” – a realocação dos Investimentos Financeiros para regiões com menores restrições à produção do Lucro Máximo (Alguns fatores que contribuem: Fragilidade Sindical, Subsídios Tributários (Guerra Fiscal), Menor Regulamentação Ambiental / Social / Trabalhista)

Será que nós, a Sociedade Brasileira, podemos aprender algo de útil com esta reflexão?

Um abraço.

Claudio

Mensagem anterior
De: Claudio Estevam Prospero
Assunto: ECONOMIST.COM: Economia da China ultrapassa a do Japão em termos reais - "China e Índia foram as maiores economias do mundo por quase todos os últimos 2.000 anos" !!! - Angus Maddison

Economia da China
Alô América
Economia da China ultrapassa a do Japão em termos reais – 16/08/2010

CHINA tornou-se a segunda maior economia do mundo de acordo com dados divulgados nesta Segunda-Feira, 16 de Agosto.

A economia do Japão recuou para trás da chinesa no ranking de mercado de capitais, no segundo trimestre (vinha sendo a número três em termos de PIB por algum tempo).

Estes números não são exatamente comparáveis: os dados do Japão foram ajustados sazonalmente enquanto os dados da China não o foram.

Por outro lado, o Japão, provavelmente, será eclipsado logo, se já não o foi.

Dados compilados por Angus Maddison (ver figura anexa), um economista que faleceu no início deste ano, sugerem que China e Índia foram as maiores economias do mundo por quase todos os últimos 2.000 anos.

Por que elas recuaram tanto deve ser mais misterioso do que porque estão florescendo atualmente.

O texto acima é uma tradução de:


China's economy
Hello America
China's economy overtakes Japan's in real terms Aug 16th 2010

CHINA has become the world's second biggest economy according to data released on Monday August 16th. Japan's economy fell behind China's at market exchange rates in the second quarter (it has been number three in PPP terms for some time). These numbers are not strictly comparable: Japan's data have been seasonally adjusted while those for China have not. Quibbles aside, Japan will surely be eclipsed soon, if it has not been already. Data compiled by Angus Maddison, an economist who died earlier this year, suggest that China and India were the biggest economies in the world for almost all of the past 2000 years. Why they fell so far behind may be more of a mystery than why they are currently flourishing.






China torna-se a segunda maior economia do mundo

Programa também discute como a avanço da China afeta o Brasil.

Os epecialistas convidados Rubens Barbosa, Ricardo Martins, Antônio Corrêa de Lacerda analisam o avanço da China, que conseguiu ultrapassar o Japão e tornou-se a segunda maior economia mundial.

Segundo o ecomista Antônio Corrêa de Lacerda, o Brasil posiciona-se de forma dúbia diante da China, que promete dividir com os Estados Unidos o poder de influência na política internacional. Situação cambial brasileira será desafio para próximo governo.
Assista em:

terça-feira, 27 de julho de 2010

Andrew McAfee_ 'Milênicos' não mudarão o Trabalho. O Trabalho mudará os 'Milênicos' (Geração Y)

Tradução do inglês para portuguêshttp://www.google.com.br/images/cleardot.gif de
Millennials Won't Change Work; Work Will Change Millennials
8:57 AM Monday July 26, 2010  | Comments (35)
Há muitos artigos e textos nestes dias em torno da entrada da Geração Y [http://hbr.org/product/gen-y-in-the-workforce-hbr-case-study/an/R0902X-PDF-ENG?Ntt=Gen+Y&Nao=10], ou “Milênicos” [http://www.amazon.com/Millennials-Rising-Next-Great-Generation/dp/0375707190 ], no mercado de trabalho. Ouvimos o quão diferentes eles são do que nós, trabalhadores do conhecimento mais velhos, o quanto eles vão agitar escritórios e organizações, quanto as empresas precisam mudar para acomodar esses mensageiros do futuro. Como uma história do  60 Minutes  [http://www.cbsnews.com/stories/2007/11/08/60minutes/main3475200.shtml ] colocou, "Um novo tipo de trabalhador americano está prestes a atacar tudo o que é sagrado ..."

Quando eu ouço essas discussões, lembro-me de uma conversa que tive um tempo atrás com um amigo que publicava revistas (lembra delas?). Um de seus títulos era uma revista de noivas, que, segundo ele, foi o mais fácil e o mais lucrativo em sua carteira. Quando eu perguntei porquê, ele disse: "Porque nós apenas continuamos republicando o mesmo punhado de artigos -" Como contratar um organizador do casamento ","lidar com sogros”, "os destinos mais românticos da lua de mel '- mais e mais. Mudamos as datas e alguns detalhes, e eles parecem tão atuais como sempre. "

"Como a força de trabalho está sendo sacudida por seus membros mais jovens" é outro artigo nesta categoria, embora não para revistas de noiva. Eu li sobre a Geração X (meu grupo), sobre os Baby Boomers, e sobre a geração de soldados retornando da Segunda Guerra Mundial. Os detalhes mudam mas o tema permanece o mesmo: os novos participantes vão perturbar o mundo do trabalho existente muito, e rapidamente. E as organizações precisam adaptar-se ou arriscar-se a ficar famintas de talento e energia.

Se todos estes artigos fossem precisos, teríamos assistido convulsões quase ininterruptas no local de trabalho ao longo dos últimos sessenta anos, e os ambientes de trabalho do conhecimento não se pareceriam em nada com o de algumas gerações atrás. Mas ao invés disso, ainda temos organogramas que significam algo, o emprego com as responsabilidades no sentido restrito, promoções, chefes e subordinados, e a maioria das outras pompas de longa data, da vida organizacional.


Nós também ainda temos a política do escritório e intrigas, o carreirismo, as coligações e as rivalidades, as estruturas informais e processos, e todos os outros elementos de um sistema social denso e hierárquico. Quando eu assisto "Madmen" eu sempre fico impressionado com o quão familiar Sterling Cooper, sua agência de publicidade imaginária, dos anos 1960, em New York, parece. Há muitas mulheres e minorias nos escritórios americanos de hoje, mas, aos meus olhos, eles estão agindo, na maior parte, do mesmo modo que suas equivalentes duas e meia gerações anteriores (embora com muito menos fumo e bebida).

Eu absolutamente compro que ‘Millennials’ têm diferentes hábitos tecnológicos e preferências do que os trabalhadores mais velhos. Em suma, eles consideram o padrão enterprise 2.0 [http://www.amazon.com/Enterprise-2-0-Collaborative-Organizations-Challenges/dp/1422125874 ] acéfalo em vez de algo estranho e assustador. Mas isso é a maior diferença que eu vejo.

Penso que os locais de trabalho de hoje vão mudar a Geração Y mais do que o inverso. Sei que isto faz com que um artigo seja menos impactante. Boa coisa que eu não esteja tentando vender revistas.

O que você acha? São os Millennials realmente muito diferente do que veio antes?


Mais em: 
Questões Geracionais [http://hbr.org/search/generational%20issues ] , 
Cultura Organizacional [http://hbr.org/search/organizational%20culture ], 
Gestão de Talentos [http://hbr.org/search/talent%20management ]

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O país, o povo e os bancos - País tem crescido / Condições da maioria da população têm melhorado / Compare com evolução dos indicadores do setor bancário

Análise & Opinião| 05/07/2010 | Copyleft

DEBATE ABERTO
O país, o povo e os bancos
O País tem crescido nos últimos anos a taxas razoáveis e as condições da maioria da população têm, igualmente, experimentado melhoria. Mas nada que se compare com a evolução observada com os indicadores do setor bancário.
Data: 05/07/2010

Paulo Kliass

O IBGE acaba de divulgar os primeiros resultados da sua importante Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Os dados ainda deverão ser mais bem analisados, mas certamente surgirá uma quantidade enorme de artigos sustentando a tese da redução das desigualdades sociais e econômicas ocorrida no País em período recente, tal como analisei aqui no texto “Mito e realidade acerca da redução das desigualdades”.

O fato é que a metodologia da POF, a exemplo da PNAD, não nos permite uma avaliação adequada da distribuição de renda entre as classes sociais – ela opera com o conceito de níveis de rendimento. A partir de pesquisas junto às famílias, a enquete tem amplitude nacional e pode ser fundamental para o diagnóstico de um conjunto importante de políticas públicas. É o caso da habitação, da educação, da saúde, transportes, serviços públicos e padrões de consumo de forma ampla.


E ali, com certeza, estará identificada a melhoria das condições de vida da população mais pobre e a redução das disparidades, sempre considerada no interior de um conjunto que engloba as famílias de classe média, os assalariados e os por conta própria de baixa renda. Porém, o problema é que as informações relativas às famílias do topo da pirâmide social, a elite do famoso 1% mais rico não têm participação significativa e não autoriza conclusões mais contundentes a respeito do comportamento da concentração de renda entre os que muito têm e os que pouco recebem.


Uma das formas de avaliarmos qual o resultado efetivo da política de redução das desigualdades entre o capital e o trabalho, é a observação comparada de como evoluíram os indicadores do setor mais expressivo e mais estratégico das classes dominantes no capitalismo contemporâneo: o mundo das finanças. E no interior desse universo, tomaremos o caso das organizações mais antigas e mais simbólicas do mesmo - os bancos.

Como é amplamente reconhecido, a estruturação dos setores mais estratégicos e mais dinâmicos do capitalismo é caracterizada por elevado grau de concentração de poder de mercado. A velha fórmula de “poucos, grandes e fortes”, que se verifica em áreas como a indústria automobilística, de eletro-eletrônicos, de equipamentos militares, aeronáutica, telecomunicações, farmacêutica, etc, se repete também no perfil das instituições financeiras pelo mundo afora.


No caso brasileiro, o grau de concentração é, também, uma característica marcante do setor bancário. A particularidade está na presença, historicamente importante, do setor público na constituição do mesmo. Até a década de 90, o núcleo duro das instituições de crédito era constituído por bancos oficiais federais e por bancos pertencentes aos governos dos estados da federação. Com a privatização da maior parte desses últimos levada a cabo a partir daquele período e com a abertura à entrada de grandes conglomerados estrangeiros, a presença do Estado no setor se resumiu ao Banco do Brasil (BB) e à Caixa Econômica Federal (CEF), além do BNDES - organismo que não atua como banco de varejo, mas apenas como banco de negócios e de empréstimos com características específicas.


A magnitude do setor pode ser melhor avaliada a partir de seus próprios números. Não se assuste, pois as dimensões são realmente colossais. No final de 2009, o total dos ativos do sistema financeiro em nosso País chegava a R$ 3,6 trilhões. Exatamente isso; pouco mais de 15% do PIB, que alcançava R$ 3,1 trilhões. Os mais familiarizados com o tema farão o alerta: peraí, Paulo, mas no ativo dos bancos estão também contabilizados os valores das contas de depósitos. E esses valores não pertencem à instituição financeira, mas sim aos correntistas. De acordo, a idéia não era tirar nenhuma conclusão apressada dos números acima, mas tão somente oferecer aos leitores um panorama da importância do sistema e de sua dimensão na economia.


Caso tomemos os dados relativos ao conceito que se denomina “patrimônio líquido” dos bancos, ficaremos apenas com aquilo que é de propriedade efetiva da empresa financeira, sem a contagem dos valores dos depósitos dos correntistas. Nesse caso, os valores para o final de 2009 correspondem a quase 10% do ativo total: somam R$ 345 bilhões. E finalmente chegamos aos valores da conta “lucro líquido” do conjunto dos bancos para o exercício passado: R$ 31 bilhões. Esta é apenas uma das inúmeras fotografias possíveis para se visualizar o sistema, tirada há 6 meses atrás.


Além disso, é importante mencionar que, apesar do movimento de liberalização do setor e do crescimento da banca privada e multinacional, a presença do BB e da CEF continuou a ser expressiva no setor. Juntas, essas duas empresas do governo federal representam por volta de 30% dos ativos do sistema bancário, com uma participação de 25% nos lucros totais apropriados pelos bancos em 2009. Porém, a estratégia do governo não se utilizou de tal fato para tentar imprimir uma outra direção aos agentes do setor. Na verdade, pelo contrário, estimulou-se um doloroso processo de concorrência, com a adoção das regras típicas dos bancos privados.

Apesar de existirem quase 3 centenas de instituições bancárias no País, o fenômeno da concentração e da oligopolização é flagrante. Ainda com os dados relativos ao final do ano passado, os 5 maiores conglomerados (BB, Itaú, Bradesco, CEF e Santander - nesta ordem) concentravam 67% do ativo, ou seja, 2 em cada R$ 3 do total do sistema. E ainda 60% do patrimônio líquido e 59% do lucro líquido do conjunto dos bancos. Caso ampliemos um pouco a amostra e consideremos as 10 maiores instituições bancárias, os percentuais sobem para 76% dos ativos, 68% do patrimônio líquido e 65% do lucro líquido de todo o sistema.

Com isso, fica evidente que o padrão de competição de mercado no setor bancário não tem nada a ver com o “mercado da batatinha” – se a vegetal está muito caro numa barraca na feira, a dona de casa talvez consiga uma melhor relação qualidade/preço caso se disponha a percorrer alguns metros a mais pela rua. No caso das instituições financeiras, o poder dos agentes pelo lado da oferta é enorme e justamente por isso caberia, em tese, ao órgão regulador – no caso, o Banco Central - o papel de redução do abuso dos bancos. É o que se chama de “padrão assimétrico entre agentes de oferta e demanda”, situação em que os consumidores ficam impotentes e em absoluta desvantagem frente às instituições bancárias, tal como ocorre em casos como as telecomunicações, a eletricidade, os transportes, etc.


Por outro lado, a configuração bastante particular do quadro econômico e institucional de nosso País faz com que a vida de dirigente de banco não seja lá tão complexa ou arriscada. A permanência quase estrutural da elevada taxa de juros, definida pela autoridade monetária, assegura à gestão dos recursos disponíveis na tesouraria das instituições do sistema uma remuneração mínima já considerada “máxima” para os padrões internacionais. Por exemplo, com a taxa SELIC no patamar atual de 10,25% a.a. e a inflação em torno de 4,5% a.a., a rentabilidade mais baixa já se aproxima dos 6% anuais. Ou seja, se o banco não fizer nada mais, além do que comprar e vender títulos da dívida federal, ele consegue tal rentabilidade.


Além disso, a prática abusiva dos bancos – contando com a conivência e o silêncio do Banco Central - face a seus clientes e à sociedade, de forma geral, lhe permite obter outros ganhos seguros, a exemplo dos escandolosos níveis de “spread” praticados (espero conseguir tratar desse tema em artigo específico) nas operações e nos valores elevados das tarifas bancárias cobradas de forma indiscriminada.

Assim, o que se verifica é uma participação mais apetitosa, para dizer o mínimo, dos bancos na repartição do bolo obtido com o crescimento econômico recente. O País tem crescido nos últimos anos a taxas razoáveis e as condições da maioria da população têm, igualmente, experimentado melhoria. Mas nada que se compare com a evolução observada com os indicadores do setor bancário.


Entre 2003 e 2009 o salário mínimo saiu de R$ 240 e alcançou R$ 465, ou seja, uma elevação nominal de 94%. A remuneração média dos trabalhadores de São Paulo era de R$ 901 e saltou para R$ 1.302, ou seja, uma elevação nominal de 45%. O PIB brasileiro era de R$ 1,7 tri e elevou-se para R$ 3 tri, ou seja, um crescimento nominal de 77%. Caso utilizemos o conceito do PIB per capita, os dados nos apresentam o valor de R$ 9.500 no início do período e de R$ 16.400 no ano passado. Ou seja, um crescimento nominal de 73%.


Já as informações observadas no que se refere à performance do setor bancário superam em muito tais índices de crescimento. Os ativos totais saíram de R$ 1,3 tri e superaram os R$ 3,6 trilhões, significando um crescimento nominal de 177%. Os dados relativos ao patrimônio líquido somavam R$ 129 bi em 2003 e atingiram R$ 345 bi no ano passado, proporcionando uma elevação nominal de 167%. Finalmente, a rubrica do lucro líquido saiu de R$ 12,5 bi e atingiu R$ 31 bi, fazendo com que os bancos obtivessem um crescimento nominal de 148% nessas contas.


Uma das conclusões a que se pode chegar a partir da leitura de tal quadro é que o processo de crescimento econômico não é neutro por si só. Os diferentes setores buscam se defender e se apropriar dos excedentes gerados pela atividade econômica na sociedade. Se, por um lado, é inegável que houve avanços importantes pelo lado da melhoria das condições de vida da maioria do povo, por outro lado, é também inequívoco que as elites têm logrado se apropriar ainda mais - em um padrão superior à média - dos benefícios proporcionados pelo crescimento. Infelizmente, a experiência internacional mostra que, em boa parte dos casos, o crescimento econômico se faz acompanhar de um aumento das desigualdades.


Assim, deveria caber ao Estado um comportamento mais atuante no sentido de regular a atividade econômica e propiciar uma distribuição mais equânime dos chamados “frutos do crescimento” entre os diferentes setores, principalmente em favor dos que apresentam menor capacidade de pressão frente aos verdadeiros detentores do poder.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Dan Tapscott - A Hora da Geração Digital (NET, Y)





'A hora da geração digital' é uma investigação do universo digital da tecnologia do século XXI. O autor Dan Tapscott entrevistou cerca de 10 mil jovens e, no lugar de um bando de gente grudada em telas com pouca capacidade de concentração e sem habilidades sociais, ele descobriu uma comunidade que desenvolveu novas formas de pensar, interagir, trabalhar e socializar. Com base em suas descobertas, o autor revela neste livro como o cérebro da 'Geração Internet' processa informações e como os jovens e a internet estão transformando a democracia.


“A Hora da Geração Digital”

da Redação em 23/06/10


Don Tapscott é autor do best-seller “Wikinomics” e um dos maiores estudiosos da influência das novas tecnologias no mundo atual. O livro parte de uma pesquisa realizada com cerca de dez mil jovens americanos sobre seus hábitos e padrões de consumo e relacionamento para fazer um mapeamento sobre como a internet revolucionou as formas de se pensar, interagir, trabalhar e se relacionar, dando origem a uma geração multifuncional, em que os jovens falam ao telefone, trocam mensagens de texto, baixam músicas, fazem upload de vídeos, assistem a um filme em uma tela de duas polegadas e navegam pelo Orkut ou Twitter ― tudo ao mesmo tempo. “Se você entender a Geração Internet, entenderá o futuro”, afirma Tapscott.

Confira, abaixo, trecho do livro:
“O impacto das redes sociais nos hábitos de consumo da Geração Internet é imenso e já perceptível. O poder da internet para descentralizar o conhecimento acarretou um profundo deslocamento de poder dos produtores para os consumidores. Os jovens da Geração Internet têm mais acesso a informações sobre produtos e serviços e podem discernir o valor real com mais facilidade do que as gerações anteriores. Mais do que nunca, as empresas precisam, para competir no mercado, de produtos realmente diferenciados, de um serviço melhor ou de um custo mais baixo, pois as deficiências de valor não podem ser escondidas com tanta facilidade. O valor real é evidenciado como nunca. A influência também está sendo descentralizada à medida que a Geração Internet se manifesta a partir das trincheiras modernas, também conhecidas como blogs. Blogs e outras mídias geradas por consumidores estão alterando as fontes de poder e de autoridade em nossa sociedade. Algumas dessas fontes têm uma capacidade surpreendente de influência, afastando a balança de poder de fontes mais tradicionais e reconhecidas. As empresas inteligentes entendem esse deslocamento de poder e o adotam. (…) A revista New York desconsiderou aRolling Stone em sua lista dos principais influenciadores da indústria fonográfica, mas lá estava Sarah Lewitinn, uma blogueira de 26 anos. Aparentemente, o seu blog tem “mais poder do que qualquer crítico da mídia impressa”. Os integrantes da Geração Internet vem pouco uso para o papel do crítico tradicional. Uma recente pesquisa de opinião publicada no Los Angeles Times, correalizada pela Bloomberg News, revelou que, dentre os jovens com idade entre 18 e 24 anos, apenas 3% acham que “as resenhas dos críticos eram o fator mais importante em seu processo de tomada de decisões sobre filmes”. Para as empresas, o deslocamento de poder dos influenciadores tradicionais significa que muitos contatos estabelecidos podem perder sua antiga força. Hoje, as empresas precisam identificar e engajar as novas vozes da autoridade, muitas das quais – como a blogueira Sarah Lewitinn – surgirão de lugares inesperados. Uma boa maneira para começar a identificar essas novas vozes da autoridade é passar tempo com clientes da Geração Internet e catalogar as novas fontes de informação e os “especialistas” em que eles confiam” (p.235)
Ficha 9
A nova geração contada por Don Tapscott


Tema: A nova "geração Net"
Título: Crescendo num mundo digital
Autor: Don Tapscott (canadiano)

TESE: A emergência de uma nova geração e um conflito no horizonte

por Jorge Nascimento Rodrigues

Apresentação em exclusivo do livro editado em Outubro de 1997 na McGraw-Hill


O ano do cinquentenário do transístor promete. 1997 vai ser marcado pelo lançamento de um conjunto de obras marcantes sobre o desenvolvimento da economia digital. Nomes da galeria de gurus da "neteconomia" estão a investir somas astronômicas em marketing antecipativo dos seus livros e a utilizar o novo 'media' de comunicação - a Internet e a Web - como máquina de ideias e debates prévios para o conteúdo dos futuros livros em papel. Chuck Martin, hoje um alto quadro da IBM, acabou de lançar, na Mc-Graw-Hill, The Digital Estate, uma metáfora para explicar as regras com que se cose o quinto poder emergente, baseado na economia digital e nos medias interactivos.

George Gilder vem trabalhando no seu super-anunciado Telecosmos, reportando a saga de escritos que ele tem produzido nestes últimos dois anos, nomeadamente no suplemento ASAP da revista americana 'Forbes'. A tese é que vivemos noutra era, que não se pode reduzir mais à "sociedade da informação" e ao computador em cima da secretária.

Foto: Don TapscottAgora, Don Tapscott, o canadiano responsável pela popularização da ideia de que vivemos uma "mudança de paradigma" (o seu livro Paradigm Shift escrito com Art Caston, ISBN 0070628572) e que devemos aproveitar a fundo a nova "economia digital" (o seu outro livro de 1995, Digital Economy, ISBN 0070622000), vai lançar em Outubro mais uma pedrada para o charco, com Growing Up Digital: The Rise of the Net Generation, a sair também na Mc-Graw-Hill.

Ele vai imprimir, em papel, 100 mil cópias e a McGraw-Hill investiu 100 mil dólares numa campanha de promoção em escala americana, nos principais jornais de informação e fazedores de opinião (New York Times Book Review, New York Times daily, Wall Street Journal, Washington Post e Business Week) e numa rede de TV por sa
télite de 22 cidades. 'On line' a publicidade será feita na Bookwire e através da Beta Books Online Serialization.

O tema de Growing Up Digital é altamente inflamável para as gerações actualmente dominantes, e sobretudo para a que ficou conhecida como "geração dos anos 60" (os nascidos no boom demográfico entre 1946 e 1964, segundo os marcos definidos por Tapscott).

"De novo, há uma geração numericamente significativa capaz de rivalizar com a hegemonia cultural da geração hoje liderante, explica o autor. Esta nova geração, a que chamo de 'geração Net',  tem um ponto forte que a outra jamais teve - está a nascer e a crescer no meio da emergência de um novo 'media' de comunicação tão revolucionário como não havia memória desde a invenção da imprensa escrita".

Esta "geração Net" é formada pelos nativos a partir de 1977. Não representa apenas um solavanco demográfico (é 30 por cento da população americana) de proporções ainda maiores do que a geração de 60. Vai despoletar "uma transformação social de grandes proporções" e não pode ser posta de lado a hipótese de um novo conflito geracional no princípio do século XXI.

Escreve Tapscott: "As duas grandes gerações da segunda metade do século XX estão numa trajectória de colisão - uma batalha de titãs está para vir".

A não ser que a geração dos "Amigos de Alex" perceba o que se passa e deixe de considerar a sua futura rival como uma "geração rasca", ultra-individualista, viciada na violência dos jogos de vídeo e alimentada quase desde o berço com curiosidades imorais na Net.

A questão estrutural subjacente é que entre a geração actualmente dominante e esta juventude emergente não há apenas um fosso cultural e ideológico (o célebre 'generation gap') - como havia entre a geração revolucionária dos anos 60 e os seus pais nascidos no início do século e forjados em tempos de guerra.

Agora há "um desfasamento de níveis" (um 'generation lap') entre uma meninice e adolescência que encara as novas tecnologias como sua "extensão natural" e dá cartas em casa e na escola nesse campo, e uma geração dominante que "adere" ou se vê condenada a usá-las "sob grande pressão".

Esta geração emergente "coincide com a revolução digital" e nada tem a ver com a "Geração X" pintada a negro e popularizada a partir do romance de Douglas Coupland, que para Tapscott é apenas um último resquício da geração anterior.

A "Geração da Net" tem um poder imenso entre mãos. Está a ser "cultivada" num ambiente interactivo, conectivo. Não é uma geração de ouvintes ou expectadores. É uma geração de utilizadores, criadores e comunicadores.

"Não é por acaso, constata o autor, que as crianças e adolescentes são hoje uma força pioneira nos lares e nas escolas no uso da Net, do correio electrônico e da Web. E, mais do que isso, ela está a tomar o controlo dos mecanismos críticos desta revolução da comunicação. A hierarquia do saber começa a estar de pernas viradas para o ar. A nova geração aprende, diverte-se, comunica e trabalha num patamar a que a geração dos pais não chega".

Pelo meio há uma geração da terra-de-ninguém (nascida entre 1965 e 1976) que não teve projecto e se vê hoje dilacerada nas escolhas. Mais outro factor de perturbação.

O curioso deste livro é que foi fabricado em parte na própria Net.

O projecto de pesquisa foi liderado por Kate Baggot (de 24 anos) que organizou um 'site' disponível a partir de 21 de Outubro de 1997 (www.growingupdigital.com) com uma equipa de seis outros jovens denominada 'Kids'Energy' (nome de guerra KIDSNRG) por onde passou um debate colectivo com mais de 300 crianças, adolescentes e jovens entre os 4 e os 20 anos de todo o mundo.

Teve um grande empurrão com o envolvimento activo da comunidade 'em linha' FreeZone (www.freezone.com) que agrega 30 mil jovens.

A própria ideia do livro germinou na cabeça de Tapscott a partir de uma conversa entre a sua filha Nicole e uma amiga de férias, combinando a melhor forma de se continuarem a comunicar. Teve depois o apoio da Alliance for Converging Technologies, uma instituição impulsionada por Tapscott e patrocinada por grandes empresas.

Muito do material de investigação estatística no campo das tendências da juventude foi conduzido pela Teenage Research Unlimited.


LEIA DE SEGUIDA: 
Especial IT Web 10 anos: Don Tapscott debate Web 3.0 e o papel da geração Y para promover mudanças
por Roberta Prescott
22/04/2010

http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=67293
Os jovens de hoje vão substituir os atuais chefes. Isto vai transformar as empresas internamento e vai criar novo modelo de relacionamento

IT Web - Observando a internet de dez anos atrás e a atual quais foram as mudanças mais significativas?
Don Tapscott -
 Há dez anos, as pessoas diziam que a web mudaria tudo. Elas estavam certas. A internet está liderando uma transformação profunda na maneira como orquestramos a capacidade da sociedade de criar bens e serviços, de inovar e de promover valores públicos. A internet está forçando as instituições a se tornarem virtuais e assim a se moverem para um novo período da história humana. E isto é uma coisa boa, porque muitas instituições estão chegando ao fim de seu ciclo de vida e falindo. Nós precisamos nos reinventar em torno de um novo modelo de relacionamento.
IT Web - Podemos dizer que a Web 2.0 já está em uso nas companhias?
Don Tapscott -
 Em muitos casos, sim, podemos dizer. A adoção da Web 2.0 está sendo liderada pela atual juventude. Acho que a geração net (ou Y) ajudará as empresas a ganhar. Meus estudos mostram que as companhias que selecionaram e efetivamente "abraçaram" esta geração estão tendo um desempenho melhor que as que não fizeram isto. Estou convencido de que a cultura da geração net é a nova cultura do trabalho.
IT Web - Quais empresas fizeram isso bem?
Tapscott - 
Para mim, o melhor exemplo de companhia que entende os valores desta geração é a gigante de varejo eletrônico Best Buy. O recém-aposentado CEO, Brad Anderson, diz que as pessoas mais importantes da empresa são os jovens que trabalham nas lojas. Anderson me contou que estes jovens funcionários são os mais próximos aos clientes e que são parecidos com os consumidores; e completou afirmando que a cultura deles é a cultura do século 21 da Best Buy. Anderson conta que seu trabalho foi menos tomar decisões e mais criar condições para propiciar que estes jovens pudessem organizar-se e ajudar a reinventar a companhia. A empresa tem hoje uma rede social onde 25 mil empregados jovens dividem insights e fazem brainstorming.
IT Web - O que define a Web 3.0? Quando você acredita que ela será realidade?
Tapscott - 
Todas as mudanças e a turbulência promovidas pela geração Ynos últimos dez anos serão brandos em comparação com o que vai acontecer nos próximos dez anos. Amanhã, os dispositivos móveis de computação, o acesso banda larga, as redes sem fio e a computação embarcada em tudo - de bicicletas a peças de fábricas - vão convergir em uma rede global, a Hypernet. Esta rede vai promover uma transformação exponencial no modelo de inovação dos negócios.
IT Web - Por exemplo?
Tapscott - 
Atualmente, as redes de consumidores estão aumentando a demanda por personalização e imediata gratificação. Eles não querem o modelo de carro estacionado na concessionária, mas, sim, um novo veículo feito para eles com as especificações que pediram e entregue dentro de uma semana. "Armados" com a hypernet, estes consumidores pegam bens, serviços e informação de sua própria rede, sempre que precisam. Devido ao progresso tecnológico, o conceito de destruição criativa do [economista austríaco Joseph] Schumpeter será ainda mais criativa e mais destrutiva. Titãs cairão. Quem irá ser bem-sucedido? Aquelas companhias que conferirem poder às arquiteturas de negócios com base nas novas tecnologias de informação e comunicação. Estas empresas entendem que em uma economia conectada em rede a corporação clássica e verticalmente integrada não existe mais. A internet diminui o custo de compartilhamento de conhecimento e aumenta a colaboração. A companhia inteligente foca em competências e parceiroscore e terceiriza o resto.
IT Web - Veremos mudanças no ambiente de trabalho com a chegada dageração Y?
Tapscott -
 Logo, diversos chefes da geração baby boomer irão se aposentar e diversos membros da geração Y vão assumir posições de liderança. Eu creio que vamos assistir a uma mudança no "tom" do ambiente de trabalho. No [meu livroWikinomics, falo que no futuro o ambiente de trabalho lembrará mais ao jazz, com os músicos improvisando de forma criativa em torno de uma melodia acordada anteriormente. Ou seja, os empregados estão desenvolvendo seus próprios mecanismos de organização, interconexão e formando times horizontais (cross-functional) dentro da companhia, capacitados para operar globalmente e em tempo real. Perder a organização hierárquica e dar mais poder aos empregados confere mais rapidez à inovação, diminuição dos custos com estruturas, mais agilidade, entre outros.
IT Web - Que período vivemos hoje?
Tapscott - 
É importante entender que, mesmo com a virada na economia, estamos na iminência do que chamo da maior "guerra por talentos", na medida em que várias companhias ainda confiam no conhecimento que os trabalhadores têm. Mas o mundo mudou. Vinte anos trás, as empresas tinham o poder de escolher os melhores e mais brilhantes profissionais; eles eram gratos em conseguir um emprego e faziam o necessário para se manterem empregados. Assim, a última coisa que estes profissionais fariam seria sugerir mudanças radicais na maneira de se trabalhar e de gerir a companhia. No entanto, nos próximos dez anos, os funcionários mais velhos devem se aposentar e ainda haverá membros suficiente da geração Y para os substituírem nas funções gerenciais.
Para vencer esta "guerra por talentos", as corporações terão de repensar a maneira como lidam com seus funcionários, desde o primeiro contato até depois de eles deixarem a empresa. Eu acho que o velho modelo de recrutar, treinar, supervisionar e reter deve ser arquivado. No lugar disto, as companhias deverão adotar novos modelos, firmados em mais iniciativas, engajamento, colaboração e envolvimento. As empresas têm diversas maneiras de se mostrarem, de serem mais atraentes para a geração Y. elas podem personalizar descrições de funções (job descriptions), assim como a Deloitte faz; realizar treinamentos baseados em jogos para projetos de curto tempo etc.O velho modelo de entrevistas de emprego está ultrapassado. Agora, são diálogos, conversas entre empregador e candidato para contratar. E os primeiros três meses são para o candidato avaliar a empresa e não o contrário. Isto é chamado de Talento 2.0.
IT Web - Você tem exemplos?
Tapscott - 
Há alguns que posso mencionar, como repensar a autoridade, ser um bom líder (por exemplo, priorizar o coaching, ser um mentor, um facilitador). Eu vejo que em algumas áreas este será o estudante e a geração Y, o empregado, o professor. No entanto, este pessoal precisa de muito feedback, mas tudo feito de forma autentica. Falsidade não vai funcionar com eles.
IT Web - Quais conselhos você dá às companhias?
Tapscott - 
Repense o processo de recrutamento e comece por iniciativas de relacionamento. Não gaste tempo e dinheiro fazendo propagandas para buscar talentos. Use as redes sociais, que estão baseadas na confiança, para influenciar os jovens a respeito de sua empresa. Repense também o treinamento. Em vez dos tradicionais programas de treinamento, que são separados do trabalho, empenhe-se em reforçar os aprendizados que sirvam para todos os empregos. Para arquivar este conhecimento, incentive os funcionários a blogarem. Não bana o Facebook ou outras redes sociais. Descubra como usá-las a seu favor. Novas ferramentas como wikis, blogs, telepresença, tags, filtros de colaboração, RSS, entre outros, podem ser o impulso do alto desempenho. Repense o gerenciamento de processos e direcione as funções e até mesmo os lugares onde as pessoas estão sentadas na direção da colaboração. Por fim, dê à geração Y a chance de colocar ferramentas de colaboração para fazer bom uso delas.
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