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terça-feira, 27 de julho de 2010

Andrew McAfee_ 'Milênicos' não mudarão o Trabalho. O Trabalho mudará os 'Milênicos' (Geração Y)

Tradução do inglês para portuguêshttp://www.google.com.br/images/cleardot.gif de
Millennials Won't Change Work; Work Will Change Millennials
8:57 AM Monday July 26, 2010  | Comments (35)
Há muitos artigos e textos nestes dias em torno da entrada da Geração Y [http://hbr.org/product/gen-y-in-the-workforce-hbr-case-study/an/R0902X-PDF-ENG?Ntt=Gen+Y&Nao=10], ou “Milênicos” [http://www.amazon.com/Millennials-Rising-Next-Great-Generation/dp/0375707190 ], no mercado de trabalho. Ouvimos o quão diferentes eles são do que nós, trabalhadores do conhecimento mais velhos, o quanto eles vão agitar escritórios e organizações, quanto as empresas precisam mudar para acomodar esses mensageiros do futuro. Como uma história do  60 Minutes  [http://www.cbsnews.com/stories/2007/11/08/60minutes/main3475200.shtml ] colocou, "Um novo tipo de trabalhador americano está prestes a atacar tudo o que é sagrado ..."

Quando eu ouço essas discussões, lembro-me de uma conversa que tive um tempo atrás com um amigo que publicava revistas (lembra delas?). Um de seus títulos era uma revista de noivas, que, segundo ele, foi o mais fácil e o mais lucrativo em sua carteira. Quando eu perguntei porquê, ele disse: "Porque nós apenas continuamos republicando o mesmo punhado de artigos -" Como contratar um organizador do casamento ","lidar com sogros”, "os destinos mais românticos da lua de mel '- mais e mais. Mudamos as datas e alguns detalhes, e eles parecem tão atuais como sempre. "

"Como a força de trabalho está sendo sacudida por seus membros mais jovens" é outro artigo nesta categoria, embora não para revistas de noiva. Eu li sobre a Geração X (meu grupo), sobre os Baby Boomers, e sobre a geração de soldados retornando da Segunda Guerra Mundial. Os detalhes mudam mas o tema permanece o mesmo: os novos participantes vão perturbar o mundo do trabalho existente muito, e rapidamente. E as organizações precisam adaptar-se ou arriscar-se a ficar famintas de talento e energia.

Se todos estes artigos fossem precisos, teríamos assistido convulsões quase ininterruptas no local de trabalho ao longo dos últimos sessenta anos, e os ambientes de trabalho do conhecimento não se pareceriam em nada com o de algumas gerações atrás. Mas ao invés disso, ainda temos organogramas que significam algo, o emprego com as responsabilidades no sentido restrito, promoções, chefes e subordinados, e a maioria das outras pompas de longa data, da vida organizacional.


Nós também ainda temos a política do escritório e intrigas, o carreirismo, as coligações e as rivalidades, as estruturas informais e processos, e todos os outros elementos de um sistema social denso e hierárquico. Quando eu assisto "Madmen" eu sempre fico impressionado com o quão familiar Sterling Cooper, sua agência de publicidade imaginária, dos anos 1960, em New York, parece. Há muitas mulheres e minorias nos escritórios americanos de hoje, mas, aos meus olhos, eles estão agindo, na maior parte, do mesmo modo que suas equivalentes duas e meia gerações anteriores (embora com muito menos fumo e bebida).

Eu absolutamente compro que ‘Millennials’ têm diferentes hábitos tecnológicos e preferências do que os trabalhadores mais velhos. Em suma, eles consideram o padrão enterprise 2.0 [http://www.amazon.com/Enterprise-2-0-Collaborative-Organizations-Challenges/dp/1422125874 ] acéfalo em vez de algo estranho e assustador. Mas isso é a maior diferença que eu vejo.

Penso que os locais de trabalho de hoje vão mudar a Geração Y mais do que o inverso. Sei que isto faz com que um artigo seja menos impactante. Boa coisa que eu não esteja tentando vender revistas.

O que você acha? São os Millennials realmente muito diferente do que veio antes?


Mais em: 
Questões Geracionais [http://hbr.org/search/generational%20issues ] , 
Cultura Organizacional [http://hbr.org/search/organizational%20culture ], 
Gestão de Talentos [http://hbr.org/search/talent%20management ]

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Especial IT Web 10 anos: a próxima década da internet

Especial IT Web 10 anos: a próxima década da internet
por IT Web
09/04/2010

http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=66939
Lançado em 18 de abril do ano 2000, o portal completa uma década. Reportagens publicadas durante todo o mês compõem série de comemoração

Há dez anos, nascia o portal de notícias de tecnologia e telecomunicações IT Web. O lançamento teve show do Paralamas do Sucesso para 3,5 mil convidados em uma casa de eventos na cidade de São Paulo. Para comemorar a data, diversas reportagens serão publicadas ao longo do mês de abril com objetivo de, mais que fazer uma retrospectiva, analisar as mudanças pelas quais o mundo e os negócios passaram, além de apontar tendências que podem trilhar a próxima década da internet. Acompanhe o especial!
Skype: união com telco fixa e móvel é vantajosa - Executivo da companhia fala sobre evolução do produto, comenta mundo corporativo e aborda importância do mundo móvel
[IT Web TV]  Lessa comenta desafios trazidos pela geração Y CIO do Banco Matone, Lessa explica como lidar com os integrantes dessa geração.
Entrevista: Andrew McAfee, do MIT e criador do conceito Enterprise 2.0Especialista aborda dificuldades e desafios para promover mudanças no ambiente de trabalho, e aponta como a geração Y pode influenciar nisto
[IT Web TV]  CIO explica como web impactou carreira - Cibele Fonseca, CIO da Andrade Gutierrez, explica como a internet mexeu com a carreira dos gestores de TI
Fatia da internet cresce no bolo publicitário em detrimento das mídias tradicionais - Nos EUA, a verba publicitária online supera a da mídia impressa. No Brasil, está chegando perto do rádio 
[IT Web TV] CIOs falam sobre o impacto da web nas empresas No último dia do IT Forum 2010, CIOs comentaram impacto da web nos negócios das empresas
Desafios da próxima década para a segurança da informação - veja as considerações do blogueiro Edison Fontes 
Conheça as ondas tecnológicas da internet que influenciarão os rumos de TI - Redes sociais, computação em nuvem e software como serviço determinam tendências fortes para os próximos cinco anos
[Galeria de imagens] Veja fotos da festa de lançamento

Don Tapscott debate Web 3.0 e o papel da geração Y para promover mudanças - Os jovens de hoje vão substituir os atuais chefes. Isto vai transformar as empresas internamento e vai criar novo modelo de relacionamento
Dispositivos e aplicativos móveis mudam a forma de interagir com a webAo analisar a evolução da internet móvel, especialistas projetam um futuro mais convergente
Navita foca BlackBerry, mas olha no usuário final - Além de mobilizar companhias, fabricante produziu um tradutor e prepara aplicativo para Copa do Mundo
Microsoft aposta no Windows Phone 7 para ganhar market share -Fabricante que sofreu na esfera móvel com versões anteriores do sistema promete virada com nova plataforma
União de Meego e Atom representa força móvel para Intel - Companhia, que ficou ausente deste cenário, aponta para grandes investimentos para acompanhar tendência
Qualcomm investe em plataforma móvel mais popular - Companhia conta com processador ágil e aposta em um sistema operacional simples para popularizar aplicações
RIM investe em superaplicativos móveis - Conceito da fabricante da linha BlackBerry consiste em envolver e integrar diversas funcionalidades disponíveis na plataforma
Virtualização leva tudo para iPhone e iPad - Aplicativo da Citrix permite, por exemplo, assistir vídeo em Flash armazenado no servidor da companhia mesmo sem o suporte da Apple
Itaú aposta em aplicativos de olho em funcionalidades - Diferente de sites tradicionais, afirma superintendente do banco, aplicações aproveitam tudo que as plataformas oferecem
[IT Web TV] IT Web 10 anos: conheça o conceito de cloud school - Nivaldo Marcusso, superintendente da Fundacão Bradesco, explica como a internet mexeu com a estrutura de ensino. O executivo fala de web 2.0, perfil do novo professor e aborda o conceito de cloud school
A internet virou commodity. Sobreviva se for capaz A cada empresa que adota novos modelos comerciais fica claro que qualquer um pode estar rede e a diferenciação deixa de estar na tecnologia 
Evolução da Web 2.0 decreta fim de algumas profissões -  nquanto morrem funções, outras nascem, numa clara demonstração do estímulo de novas tarefas
A internet das coisas abre nova fronteira para TI - Perspectiva de que trilhões de objetos do cotidiano estarão conectados à web traz desafios e oportunidades ao universo tecnológico
As três premissas da internet das coisas - A infraestrutura básica na visão de Frederick van Amstel, pesquisador do instituto Faber Ludens
O futuro das redes sociais Mania de trocar informações e se relacionar na internet em sites como Twitter, Orkut e Facebook é apenas o começo de uma transformação que pode mudar o modo como vemos o mundo. Mas essa evolução pode ser limitada pela perda total da privacidade 
O alcance prematuro da maioridade Em artigo, a idealizadora do portal Stela Lachtermacher reflete sobre a criação, o desenvolvimento e o futuro dele

O ano 2000 - 
O estouro da bolha da internet é tido como divisor de águas, com a sobrevivência apenas dos mais fortes
[Galeria de imagens] Retrospectiva ano a ano - Abrindo o raio de uma década, fazemos um balanço dos fatos mais marcantes do período 
Blogueiro Edison Fontes faz um balanço dos acontecimentos dos últimos dez anos.

Dan Tapscott - A Hora da Geração Digital (NET, Y)





'A hora da geração digital' é uma investigação do universo digital da tecnologia do século XXI. O autor Dan Tapscott entrevistou cerca de 10 mil jovens e, no lugar de um bando de gente grudada em telas com pouca capacidade de concentração e sem habilidades sociais, ele descobriu uma comunidade que desenvolveu novas formas de pensar, interagir, trabalhar e socializar. Com base em suas descobertas, o autor revela neste livro como o cérebro da 'Geração Internet' processa informações e como os jovens e a internet estão transformando a democracia.


“A Hora da Geração Digital”

da Redação em 23/06/10


Don Tapscott é autor do best-seller “Wikinomics” e um dos maiores estudiosos da influência das novas tecnologias no mundo atual. O livro parte de uma pesquisa realizada com cerca de dez mil jovens americanos sobre seus hábitos e padrões de consumo e relacionamento para fazer um mapeamento sobre como a internet revolucionou as formas de se pensar, interagir, trabalhar e se relacionar, dando origem a uma geração multifuncional, em que os jovens falam ao telefone, trocam mensagens de texto, baixam músicas, fazem upload de vídeos, assistem a um filme em uma tela de duas polegadas e navegam pelo Orkut ou Twitter ― tudo ao mesmo tempo. “Se você entender a Geração Internet, entenderá o futuro”, afirma Tapscott.

Confira, abaixo, trecho do livro:
“O impacto das redes sociais nos hábitos de consumo da Geração Internet é imenso e já perceptível. O poder da internet para descentralizar o conhecimento acarretou um profundo deslocamento de poder dos produtores para os consumidores. Os jovens da Geração Internet têm mais acesso a informações sobre produtos e serviços e podem discernir o valor real com mais facilidade do que as gerações anteriores. Mais do que nunca, as empresas precisam, para competir no mercado, de produtos realmente diferenciados, de um serviço melhor ou de um custo mais baixo, pois as deficiências de valor não podem ser escondidas com tanta facilidade. O valor real é evidenciado como nunca. A influência também está sendo descentralizada à medida que a Geração Internet se manifesta a partir das trincheiras modernas, também conhecidas como blogs. Blogs e outras mídias geradas por consumidores estão alterando as fontes de poder e de autoridade em nossa sociedade. Algumas dessas fontes têm uma capacidade surpreendente de influência, afastando a balança de poder de fontes mais tradicionais e reconhecidas. As empresas inteligentes entendem esse deslocamento de poder e o adotam. (…) A revista New York desconsiderou aRolling Stone em sua lista dos principais influenciadores da indústria fonográfica, mas lá estava Sarah Lewitinn, uma blogueira de 26 anos. Aparentemente, o seu blog tem “mais poder do que qualquer crítico da mídia impressa”. Os integrantes da Geração Internet vem pouco uso para o papel do crítico tradicional. Uma recente pesquisa de opinião publicada no Los Angeles Times, correalizada pela Bloomberg News, revelou que, dentre os jovens com idade entre 18 e 24 anos, apenas 3% acham que “as resenhas dos críticos eram o fator mais importante em seu processo de tomada de decisões sobre filmes”. Para as empresas, o deslocamento de poder dos influenciadores tradicionais significa que muitos contatos estabelecidos podem perder sua antiga força. Hoje, as empresas precisam identificar e engajar as novas vozes da autoridade, muitas das quais – como a blogueira Sarah Lewitinn – surgirão de lugares inesperados. Uma boa maneira para começar a identificar essas novas vozes da autoridade é passar tempo com clientes da Geração Internet e catalogar as novas fontes de informação e os “especialistas” em que eles confiam” (p.235)
Ficha 9
A nova geração contada por Don Tapscott


Tema: A nova "geração Net"
Título: Crescendo num mundo digital
Autor: Don Tapscott (canadiano)

TESE: A emergência de uma nova geração e um conflito no horizonte

por Jorge Nascimento Rodrigues

Apresentação em exclusivo do livro editado em Outubro de 1997 na McGraw-Hill


O ano do cinquentenário do transístor promete. 1997 vai ser marcado pelo lançamento de um conjunto de obras marcantes sobre o desenvolvimento da economia digital. Nomes da galeria de gurus da "neteconomia" estão a investir somas astronômicas em marketing antecipativo dos seus livros e a utilizar o novo 'media' de comunicação - a Internet e a Web - como máquina de ideias e debates prévios para o conteúdo dos futuros livros em papel. Chuck Martin, hoje um alto quadro da IBM, acabou de lançar, na Mc-Graw-Hill, The Digital Estate, uma metáfora para explicar as regras com que se cose o quinto poder emergente, baseado na economia digital e nos medias interactivos.

George Gilder vem trabalhando no seu super-anunciado Telecosmos, reportando a saga de escritos que ele tem produzido nestes últimos dois anos, nomeadamente no suplemento ASAP da revista americana 'Forbes'. A tese é que vivemos noutra era, que não se pode reduzir mais à "sociedade da informação" e ao computador em cima da secretária.

Foto: Don TapscottAgora, Don Tapscott, o canadiano responsável pela popularização da ideia de que vivemos uma "mudança de paradigma" (o seu livro Paradigm Shift escrito com Art Caston, ISBN 0070628572) e que devemos aproveitar a fundo a nova "economia digital" (o seu outro livro de 1995, Digital Economy, ISBN 0070622000), vai lançar em Outubro mais uma pedrada para o charco, com Growing Up Digital: The Rise of the Net Generation, a sair também na Mc-Graw-Hill.

Ele vai imprimir, em papel, 100 mil cópias e a McGraw-Hill investiu 100 mil dólares numa campanha de promoção em escala americana, nos principais jornais de informação e fazedores de opinião (New York Times Book Review, New York Times daily, Wall Street Journal, Washington Post e Business Week) e numa rede de TV por sa
télite de 22 cidades. 'On line' a publicidade será feita na Bookwire e através da Beta Books Online Serialization.

O tema de Growing Up Digital é altamente inflamável para as gerações actualmente dominantes, e sobretudo para a que ficou conhecida como "geração dos anos 60" (os nascidos no boom demográfico entre 1946 e 1964, segundo os marcos definidos por Tapscott).

"De novo, há uma geração numericamente significativa capaz de rivalizar com a hegemonia cultural da geração hoje liderante, explica o autor. Esta nova geração, a que chamo de 'geração Net',  tem um ponto forte que a outra jamais teve - está a nascer e a crescer no meio da emergência de um novo 'media' de comunicação tão revolucionário como não havia memória desde a invenção da imprensa escrita".

Esta "geração Net" é formada pelos nativos a partir de 1977. Não representa apenas um solavanco demográfico (é 30 por cento da população americana) de proporções ainda maiores do que a geração de 60. Vai despoletar "uma transformação social de grandes proporções" e não pode ser posta de lado a hipótese de um novo conflito geracional no princípio do século XXI.

Escreve Tapscott: "As duas grandes gerações da segunda metade do século XX estão numa trajectória de colisão - uma batalha de titãs está para vir".

A não ser que a geração dos "Amigos de Alex" perceba o que se passa e deixe de considerar a sua futura rival como uma "geração rasca", ultra-individualista, viciada na violência dos jogos de vídeo e alimentada quase desde o berço com curiosidades imorais na Net.

A questão estrutural subjacente é que entre a geração actualmente dominante e esta juventude emergente não há apenas um fosso cultural e ideológico (o célebre 'generation gap') - como havia entre a geração revolucionária dos anos 60 e os seus pais nascidos no início do século e forjados em tempos de guerra.

Agora há "um desfasamento de níveis" (um 'generation lap') entre uma meninice e adolescência que encara as novas tecnologias como sua "extensão natural" e dá cartas em casa e na escola nesse campo, e uma geração dominante que "adere" ou se vê condenada a usá-las "sob grande pressão".

Esta geração emergente "coincide com a revolução digital" e nada tem a ver com a "Geração X" pintada a negro e popularizada a partir do romance de Douglas Coupland, que para Tapscott é apenas um último resquício da geração anterior.

A "Geração da Net" tem um poder imenso entre mãos. Está a ser "cultivada" num ambiente interactivo, conectivo. Não é uma geração de ouvintes ou expectadores. É uma geração de utilizadores, criadores e comunicadores.

"Não é por acaso, constata o autor, que as crianças e adolescentes são hoje uma força pioneira nos lares e nas escolas no uso da Net, do correio electrônico e da Web. E, mais do que isso, ela está a tomar o controlo dos mecanismos críticos desta revolução da comunicação. A hierarquia do saber começa a estar de pernas viradas para o ar. A nova geração aprende, diverte-se, comunica e trabalha num patamar a que a geração dos pais não chega".

Pelo meio há uma geração da terra-de-ninguém (nascida entre 1965 e 1976) que não teve projecto e se vê hoje dilacerada nas escolhas. Mais outro factor de perturbação.

O curioso deste livro é que foi fabricado em parte na própria Net.

O projecto de pesquisa foi liderado por Kate Baggot (de 24 anos) que organizou um 'site' disponível a partir de 21 de Outubro de 1997 (www.growingupdigital.com) com uma equipa de seis outros jovens denominada 'Kids'Energy' (nome de guerra KIDSNRG) por onde passou um debate colectivo com mais de 300 crianças, adolescentes e jovens entre os 4 e os 20 anos de todo o mundo.

Teve um grande empurrão com o envolvimento activo da comunidade 'em linha' FreeZone (www.freezone.com) que agrega 30 mil jovens.

A própria ideia do livro germinou na cabeça de Tapscott a partir de uma conversa entre a sua filha Nicole e uma amiga de férias, combinando a melhor forma de se continuarem a comunicar. Teve depois o apoio da Alliance for Converging Technologies, uma instituição impulsionada por Tapscott e patrocinada por grandes empresas.

Muito do material de investigação estatística no campo das tendências da juventude foi conduzido pela Teenage Research Unlimited.


LEIA DE SEGUIDA: 
Especial IT Web 10 anos: Don Tapscott debate Web 3.0 e o papel da geração Y para promover mudanças
por Roberta Prescott
22/04/2010

http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=67293
Os jovens de hoje vão substituir os atuais chefes. Isto vai transformar as empresas internamento e vai criar novo modelo de relacionamento

IT Web - Observando a internet de dez anos atrás e a atual quais foram as mudanças mais significativas?
Don Tapscott -
 Há dez anos, as pessoas diziam que a web mudaria tudo. Elas estavam certas. A internet está liderando uma transformação profunda na maneira como orquestramos a capacidade da sociedade de criar bens e serviços, de inovar e de promover valores públicos. A internet está forçando as instituições a se tornarem virtuais e assim a se moverem para um novo período da história humana. E isto é uma coisa boa, porque muitas instituições estão chegando ao fim de seu ciclo de vida e falindo. Nós precisamos nos reinventar em torno de um novo modelo de relacionamento.
IT Web - Podemos dizer que a Web 2.0 já está em uso nas companhias?
Don Tapscott -
 Em muitos casos, sim, podemos dizer. A adoção da Web 2.0 está sendo liderada pela atual juventude. Acho que a geração net (ou Y) ajudará as empresas a ganhar. Meus estudos mostram que as companhias que selecionaram e efetivamente "abraçaram" esta geração estão tendo um desempenho melhor que as que não fizeram isto. Estou convencido de que a cultura da geração net é a nova cultura do trabalho.
IT Web - Quais empresas fizeram isso bem?
Tapscott - 
Para mim, o melhor exemplo de companhia que entende os valores desta geração é a gigante de varejo eletrônico Best Buy. O recém-aposentado CEO, Brad Anderson, diz que as pessoas mais importantes da empresa são os jovens que trabalham nas lojas. Anderson me contou que estes jovens funcionários são os mais próximos aos clientes e que são parecidos com os consumidores; e completou afirmando que a cultura deles é a cultura do século 21 da Best Buy. Anderson conta que seu trabalho foi menos tomar decisões e mais criar condições para propiciar que estes jovens pudessem organizar-se e ajudar a reinventar a companhia. A empresa tem hoje uma rede social onde 25 mil empregados jovens dividem insights e fazem brainstorming.
IT Web - O que define a Web 3.0? Quando você acredita que ela será realidade?
Tapscott - 
Todas as mudanças e a turbulência promovidas pela geração Ynos últimos dez anos serão brandos em comparação com o que vai acontecer nos próximos dez anos. Amanhã, os dispositivos móveis de computação, o acesso banda larga, as redes sem fio e a computação embarcada em tudo - de bicicletas a peças de fábricas - vão convergir em uma rede global, a Hypernet. Esta rede vai promover uma transformação exponencial no modelo de inovação dos negócios.
IT Web - Por exemplo?
Tapscott - 
Atualmente, as redes de consumidores estão aumentando a demanda por personalização e imediata gratificação. Eles não querem o modelo de carro estacionado na concessionária, mas, sim, um novo veículo feito para eles com as especificações que pediram e entregue dentro de uma semana. "Armados" com a hypernet, estes consumidores pegam bens, serviços e informação de sua própria rede, sempre que precisam. Devido ao progresso tecnológico, o conceito de destruição criativa do [economista austríaco Joseph] Schumpeter será ainda mais criativa e mais destrutiva. Titãs cairão. Quem irá ser bem-sucedido? Aquelas companhias que conferirem poder às arquiteturas de negócios com base nas novas tecnologias de informação e comunicação. Estas empresas entendem que em uma economia conectada em rede a corporação clássica e verticalmente integrada não existe mais. A internet diminui o custo de compartilhamento de conhecimento e aumenta a colaboração. A companhia inteligente foca em competências e parceiroscore e terceiriza o resto.
IT Web - Veremos mudanças no ambiente de trabalho com a chegada dageração Y?
Tapscott -
 Logo, diversos chefes da geração baby boomer irão se aposentar e diversos membros da geração Y vão assumir posições de liderança. Eu creio que vamos assistir a uma mudança no "tom" do ambiente de trabalho. No [meu livroWikinomics, falo que no futuro o ambiente de trabalho lembrará mais ao jazz, com os músicos improvisando de forma criativa em torno de uma melodia acordada anteriormente. Ou seja, os empregados estão desenvolvendo seus próprios mecanismos de organização, interconexão e formando times horizontais (cross-functional) dentro da companhia, capacitados para operar globalmente e em tempo real. Perder a organização hierárquica e dar mais poder aos empregados confere mais rapidez à inovação, diminuição dos custos com estruturas, mais agilidade, entre outros.
IT Web - Que período vivemos hoje?
Tapscott - 
É importante entender que, mesmo com a virada na economia, estamos na iminência do que chamo da maior "guerra por talentos", na medida em que várias companhias ainda confiam no conhecimento que os trabalhadores têm. Mas o mundo mudou. Vinte anos trás, as empresas tinham o poder de escolher os melhores e mais brilhantes profissionais; eles eram gratos em conseguir um emprego e faziam o necessário para se manterem empregados. Assim, a última coisa que estes profissionais fariam seria sugerir mudanças radicais na maneira de se trabalhar e de gerir a companhia. No entanto, nos próximos dez anos, os funcionários mais velhos devem se aposentar e ainda haverá membros suficiente da geração Y para os substituírem nas funções gerenciais.
Para vencer esta "guerra por talentos", as corporações terão de repensar a maneira como lidam com seus funcionários, desde o primeiro contato até depois de eles deixarem a empresa. Eu acho que o velho modelo de recrutar, treinar, supervisionar e reter deve ser arquivado. No lugar disto, as companhias deverão adotar novos modelos, firmados em mais iniciativas, engajamento, colaboração e envolvimento. As empresas têm diversas maneiras de se mostrarem, de serem mais atraentes para a geração Y. elas podem personalizar descrições de funções (job descriptions), assim como a Deloitte faz; realizar treinamentos baseados em jogos para projetos de curto tempo etc.O velho modelo de entrevistas de emprego está ultrapassado. Agora, são diálogos, conversas entre empregador e candidato para contratar. E os primeiros três meses são para o candidato avaliar a empresa e não o contrário. Isto é chamado de Talento 2.0.
IT Web - Você tem exemplos?
Tapscott - 
Há alguns que posso mencionar, como repensar a autoridade, ser um bom líder (por exemplo, priorizar o coaching, ser um mentor, um facilitador). Eu vejo que em algumas áreas este será o estudante e a geração Y, o empregado, o professor. No entanto, este pessoal precisa de muito feedback, mas tudo feito de forma autentica. Falsidade não vai funcionar com eles.
IT Web - Quais conselhos você dá às companhias?
Tapscott - 
Repense o processo de recrutamento e comece por iniciativas de relacionamento. Não gaste tempo e dinheiro fazendo propagandas para buscar talentos. Use as redes sociais, que estão baseadas na confiança, para influenciar os jovens a respeito de sua empresa. Repense também o treinamento. Em vez dos tradicionais programas de treinamento, que são separados do trabalho, empenhe-se em reforçar os aprendizados que sirvam para todos os empregos. Para arquivar este conhecimento, incentive os funcionários a blogarem. Não bana o Facebook ou outras redes sociais. Descubra como usá-las a seu favor. Novas ferramentas como wikis, blogs, telepresença, tags, filtros de colaboração, RSS, entre outros, podem ser o impulso do alto desempenho. Repense o gerenciamento de processos e direcione as funções e até mesmo os lugares onde as pessoas estão sentadas na direção da colaboração. Por fim, dê à geração Y a chance de colocar ferramentas de colaboração para fazer bom uso delas.
Leia mais - especial IT Web 10 anos:
Há dez anos, nascia o portal de notícias de tecnologia e telecomunicações IT Web. Para comemorar a data, diversas reportagens serão publicadas ao longo do mês de abril com objetivo de, mais que fazer uma retrospectiva, analisar as mudanças pelas quais o mundo e os negócios passaram, além de apontar tendências que podem trilhar a próxima década da internet. Acompanhe o especial!
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

[Inovação] Empreendedores Internos - Os agentes de adaptação das Organizações ao Século XXI - Os "fermentos" da Inovação Organizacional


Empreendedores Internos 
 R-R Roma Serviços Contabeis Ltda (Escritório Roma)

Para ser um empreendedor, você não precisa necessariamente montar o seu próprio negócio ou abandonar o emprego. Você pode ser um "empreendedor interno" ou um "intra-empreendedor".

Dentro do conceito de empreendedorismo, há espaço para a manifestação de características empreendedoras na própria empresa, ainda que na condição de funcionário ou colaborador.

O conceito de empreendedor está relacionado diretamente a um conjunto de palavras-chave. Contar com funcionários com comportamento empreendedor é um ponto forte que representa vantagem competitiva nos negócios.

Tais palavras-chave resumem-se, por exemplo, à iniciativa, capacidade de assumir riscos, inovação, persistência, aceitação às mudanças, confiança, senso de urgência para aproveitar as oportunidades, percepção ativa da movimentação do mercado, desejo de evoluir, gana de vencer transformando idéias em realidade e disposição para trabalhar com comprometimento, dentre tantas outras.

O empreendedor interno não limita seu trabalho à disponibilidade de recursos e às oscilações do mercado, mas, sim, associa-o à visão, ao desejo efetivo de transformar idéias em realidade e ao descontentamento com o "velho".

Ele usa toda sua imaginação, toda sua criatividade, depositando confiança naquilo que faz. O empreendedor interno arregaça as mangas, não poupa esforços e vai ao encontro dos desafios, objetivando vê-los transformados em resultados.

Mesmo diante dos fracassos e dos erros, o empreendedor interno não desiste de seus planos e passa todos os dias por um processo de aprendizagem, predominando, neles, uma característica tipicamente brasileira: "levanta, sacode a poeira, e dá a volta por cima".

O empreendedor interno é aquele que dispõe de todas estas características e agrega-as na empresa onde trabalha, colaborando para transformá-la e mantê-la em plena sintonia com as mudanças externas.

Assim é o empreendedor interno. Dispõe de todas estas características e agrega-as na empresa onde trabalha, colaborando para transformar e mantê-la em plena sintonia com as mudanças dos novos tempos.

Todavia, um empreendedor interno necessita trabalhar numa empresa que ofereça um ambiente com condições adequadas para operação de suas ações. Do contrário, ele vai se sentir deslocado, sem espaço e sem clima para manifestar seu trabalho, principalmente quando tiver que conviver com os “sobreviventes” da mudança que ele mesmo propõe.

Numa situação destas, certamente o caminho mais propenso tende ser a sua saída da empresa, resultando numa nova oportunidade de trabalho, onde ele possa identificar as características empreendedoras desejadas.

Portanto, identifique entre seus colaboradores aqueles que apontam um comportamento empreendedor dentro do conjunto das características apresentadas.

Observe seus hábitos, práticas e valores. Depois, faça com que trabalhem ainda mais de forma integrada, a fim de multiplicarem suas características aos demais integrantes da equipe de trabalho, de forma a contar com uma verdadeira equipe de empreendedores internos.

No caminho desta orientação faz sentido um pensamento de Fernando Dolabela, uma das maiores referências de Empreendedorismo no Brasil: "se você ensina uma pessoa a trabalhar para outras, você a alimenta por um ano; mas, se você a estimula a ser empreendedor, você a alimenta, e a outras, durante toda a vida".

Considere, ainda, a idéia de que empreendedores internos também podem ser criados; nem sempre eles nascem feitos , derrube este mito. Hoje, um bom número de empresas buscam formatar a composição do quadro de suas equipes com empreendedores internos. Por que você também não faz o mesmo?

A tendência é de que cada vez mais aumente esta realidade, reduzindo o espaço para aqueles funcionários que não se sensibilizam pela adoção de uma nova postura profissional e que, durante toda a sua passagem pela empresa, participaram de sua história apenas como agentes passivos, deixando de agregar atividades diferentes em seu trabalho, contribuindo muito pouco ou quase nada para o processo de revitalização da própria empresa.

Um ambiente conhecido como Nova Economia já é pura realidade. A diferença não é mais quantitativa quando se discute informações, mas sim como ela é usada.

Da mesma forma, exige-se um repensar do conceito que você tem de sua empresa, principalmente de micro, pequenas e médias empresas. Os empreendedores internos poderão auxiliá-lo nesta caminhada!
  
Espírito de equipe e a busca da identidade empresarial
Como no futebol, empresa é equipe. Cada integrante precisa cumprir bem sua função para que o resultado final seja o sucesso. Porém, no pensamento empresarial deve-se evitar o conceito de craque, como sendo aquele que no momento certo decide a partida e corre para o abraço; além, claro, de garantir uma remuneração excepcional em relação aos demais. Estrutura nesses moldes não terá futuro.
Se as coisas não vão bem, não é demitindo e contratando um jogador novo, ou melhor, um líder com ideias ousadas que os problemas desaparecem. Muito pelo contrário. As dificuldades também precisam ser superadas coletivamente, a partir de um processo de repensar o negócio, do nível físico ao mental, a partir do diálogo com todos os profissionais que acompanham o dia a dia da corporação, para se construir ou reconstruir o espírito de equipe.
O professor de Administração de Empresas e Gestão de Pessoas, da universidade Stanford, Jeffrey Pfeffer, entende que as organizações bem sucedidas, com alto desempenho, constroem suas lideranças em casa e não precisam importar talentos. “Devemos usar as habilidades naturais a favor da empresa", diz. Porém, alcançar a condição de transformação interna, de otimização de processos, exige predisposição para se abrir, rever a fórmula usada, desarmar os entraves físicos, bem como as ideias equivocadas. E pensar diferente, a partir de uma identidade corporativa com a qual os colaboradores se identifiquem.
Para Roberto Affonso dos Santos, da consultoria Ateliê – Desenvolvimento Humano e Organizacional, uma equipe é como um organismo vivo, um ser composto de partes interdependentes. Se uma delas estiver “doente”, ou a interação entre elas estiver com problemas, o organismo como um todo sofre. Por isso, a liderança, nesse contexto, tem como missão mais importante desenvolver a empresa como um grupo de pessoas alinhadas em torno do mesmo objetivo.
J. C. Bemvenutti, da MC2, empresa de gestão de pessoas, observa que num processo de mudança, todas as resistências que vêm à tona precisam ser trabalhadas. Os colaboradores precisam ser posicionados como agentes proativos e, para que isso aconteça, padrões mentais precisam ser quebrados. A partir daí ocorrem novas percepções e comportamentos. “Não existe aprendizado se não houver mudança de comportamento. O processo de aprender envolve o racional e também o emocional”, destaca em seu site www.bemvenutti.com.br.
Bemvenutti entende que o mundo já passou pela era da propriedade, do capital e da tecnologia. Hoje a humanidade depara-se com a era da competência e do comprometimento. Ou seja, o foco principal agora está nas pessoas. “Elas têm que saber e querer. Qualquer organização empresarial que não tenha bem focada qual sua missão e quais são os seus valores estará vulnerável, com uma séria desvantagem competitiva”.
Pfeffer orienta que para se fazer o diagnóstico da empresa e iniciar o processo de "alinhamento" à nova fase, os líderes precisam levar em conta as seguintes questões: Qual é a estratégia de sua organização? O que a diferencia dos concorrentes? Quais são as capacitações e competências pretendidas por sua empresa? Quais capacitações, habilidades, atitudes e comportamentos são necessários para que sua empresa execute com sucesso a estratégia pretendida? Quais são as políticas e práticas atuais de sua empresa com relação a recrutamento, seleção, remuneração e desenvolvimento profissional?
O aspecto mental de uma empresa revela a essência da organização. Na opinião de Pfeffer, “em cada setor, o que separa as empresas umas das outras não é o que elas fazem, mas o que pensam”. E pensamento não pode ser copiado. "Para obter resultados diferentes, você tem que fazer coisas diferentes. Mas, para fazer coisas diferentes – pelo menos durante um longo período de tempo e automaticamente –, você tem que pensar de maneira diferente", conclui. Ou seja, como no futebol, quando a jogada é realizada em equipe o resultado é sempre melhor.



Liderança em constante transformação
Liderar é ser capaz de agir em rede
Fortalecer as relações de equipe, sem as barreiras do líder centralizador, para que o conhecimento seja compartilhado e as decisões dimensionadas a partir da troca de idéias e experiências.
Esta é a matriz das organizações que se capacitam com o objetivo de dominar o futuro de seus negócios. A tese acima é defendida por Peter M. Senge, um dos maiores especialistas em aprendizado organizacional da atualidade, que esteve recentemente no Brasil para falar no Fórum Mundial de Liderança e Alta Performance. Ele acredita que somente o aprendizado permanente e horizontal é capaz de dar à empresa instrumentos para se antecipar aos fatos e planejar as mudanças conforme os problemas vão surgindo.
O sucesso da gestão passa, portanto, pela relação aberta dos líderes com suas respectivas equipes e da visão compartilhada entre eles sobre o posicionamento da empresa no mercado. O processo de integração potencializa a criatividade coletiva, fundamental para enfrentar períodos de incertezas, em que a reengenharia de processos, de estruturas administrativas e de modelos de negócio deve ser pensada cotidianamente.
O professor de economia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Valdemir Pires, sintetiza a concepção moderna de liderança: “Liderar é ser capaz de agir em rede, com uma área se integrando à outra, formando um todo, cujos objetivos, rumos e metas se definem coletivamente”. Ele entende que não se pode mais imaginar empreendimentos bem sucedidos girando em torno de um indivíduo que comanda seus auxiliares. “Isso porque se foi o tempo em que uns poucos sabiam e coordenavam e muitos eram apenas comandados”, diz.
Com uma ponta de ironia, Pires não poupa críticas ao conceito ultrapassado de liderança: “Líder onipotente é piada. Embora se cultue muito o grande realizador, quem vive ou acompanha com atenção o cotidiano de grandes empresas, ou é protagonista de grandes realizações, sabe que o papel de um indivíduo pode até ser importante, em determinados momentos, mas como iniciador ou planejador. Porém, sem a justa adequação entre ele e sua equipe nada ocorre de excepcional, a não ser por pura sorte ou acaso”.
Para o economista, o conceito de liderança talvez seja imutável, referindo-se à capacidade de persuadir, de levar grupos rumo a objetivos, de fazer com que ações coletivas sejam conduzidas com sucesso. “Mas quando a este substantivo se acrescenta um adjetivo, é preciso situá-lo historicamente”, observa. Ou seja, no caso de liderança empresarial, é preciso ter claro de que modelo de empresa se está falando, “porque a empresa contemporânea é muito diferente das empresas de algumas décadas atrás”.
Transformação de mentalidades
Devido ao movimento veloz das transformações no mundo dos negócios, Pires alerta que o indivíduo sem capacidade de mudar corre sérios riscos de ser engolido pela realidade. “É muito difícil o mesmo indivíduo ter capacidade de mudar seu estilo de liderança. Mas não é impossível. O natural é que o indivíduo pouco adaptável seja engolido pelas novidades, sem se dar conta disso. A adaptabilidade é, hoje, um dos requisitos da liderança”. 
Seguindo o raciocínio da adaptabilidade, o professor também coloca em xeque a relevância dada ao planejamento estratégico das empresas. “Quem nasce primeiro, o plano estratégico que busca lideranças adequadas, ou as lideranças adequadas que fazem o plano estratégico?”, questiona. Suas perguntas não param por aí: “Quanto de intuitivo e não de planejado tem um negócio bem sucedido, num contexto de mudanças rápidas? De onde vem a intuição para os negócios?”
Sua conclusão, nesse aspecto, é que parece melhor confiar numa liderança coletiva de qualidade, capaz de alterar planos sempre que necessário, do que seguir fielmente o plano estratégico (o planejamento tem que ser flexível). “É a boa liderança estratégica que monta sistemas de lideranças táticas e operacionais, e não um plano estratégico. O plano bom é apenas o instrumento da boa liderança”.
O debate sobre liderança empresarial no Brasil é muito novo e, por isso, muito distante de alcançar um ponto de equilíbrio. Para o economista, o país está se ajustando. “Embora se possa dizer que respondeu rapidamente à abertura de mercado nos anos 80, a abertura comercial só fez aumentar a demanda represada para a oferta de líderes adaptáveis, que vão para grandes empresas, já que as empresas médias e as tipicamente brasileiras são ainda arraigadas ao sistema familiar de escolha, baseado na árvore genealógica e não nos sistemas meritórios profissionais de recrutamento”. Mas até essas empresas, segundo ele, começam a mudar lentamente, porque o tempo é de transformação de mentalidades.
Uma empresa que aprende:
1. Supera o centralismo
2. Capacita a equipe para a liderança
3. Distribui responsabilidades
4. Cria mecanismos de avaliação de resultados.

Economia criativa e criatividade na economia
Um movimento que tende a crescer nas empresas preocupadas com o futuro
A crise mundial gerou uma nova onda de debates sobre economia criativa. Em alguns países desenvolvidos, desde os anos 90 o mercado vem sendo impulsionado por essa visão, que ganhou, inclusive, espaço nas políticas públicas.
A economia criativa nasce da constatação de que as sociedades modernas carecem de inovações capazes de gerar idéias para atender demandas não exploradas. Por carência de matrizes geradoras de propostas fora da rotina, os produtos e serviços tendem a se perder na mesmice. Em momentos de instabilidade, como o atual, todos padecem por falta de alternativas.
A aplicação do conceito passa pelo rearranjo da produção, a relação entre as pessoas, investimento em pesquisas, qualidade de vida e sustentabilidade. Tendo sempre o cliente como foco. A ênfase é dada ao potencial cultural de cada país e ao aprimoramento da percepção da realidade.
O fim é a redescoberta do cotidiano, o repensar das necessidades, a criação de plataformas de inovação contínua dentro das empresas, com designs diferenciados aos produtos e estratégias de ação que surpreendam, mas sem se perder na irracionalidade.   
Num primeiro momento, como exemplo, pode vir à mente o mercado de entretenimento, como a indústria da música, do cinema, dos brinquedos e das artes em geral. Mas não é só isso. A proposta é aplicada também à economia tradicional. Nesse sentido, qualquer empresa disposta a se abrir para idéias que geram idéias pode se beneficiar e crescer.
Na Inglaterra, por exemplo, o ex-primeiro-ministro Tony Blair levou a sério a economia criativa por não vislumbrar, na ocasião (anos 90), outro caminho para tornar seu país competitivo no mercado internacional e proporcionou fortes investimentos públicos ao setor privado.
O mesmo ocorreu na Irlanda, que se destacou mesmo não tendo uma indústria forte e commodities para abastecer o mundo. Neste segundo caso, a força motriz foi mesmo a indústria do entretenimento.
Nesse mercado em constante transformação, dizem os especialistas, o desafio da inovação não está restrito às revoluções tecnológicas ou à criação de produtos espetaculares. As idéias criativas podem ser úteis às empresas de várias formas, como o desenho de um novo processo que melhora a qualidade ou a produtividade, ou reduz os custos, tornando-as mais competitivas. Pode também ser a reorganização de um serviço que simplifica e acelera o atendimento aos clientes.
A economia criativa é a matriz para o desenvolvimento de recursos inteligentes e econômicos, que respondam às questões ambientais, seja ao se pensar em construção de casas populares ou fábricas, criação de produtos e serviços. As obras arquitetônicas que seguem o conceito são equipadas com captadores de energia solar, sistemas automáticos de liga e desliga para lâmpadas, aparelhos eletrônicos e torneiras, novos materiais que permitem a criação de ambientes equilibrados termicamente e equipamentos que reduzem resíduos sólidos. No caso dos captadores de energia solar, o Chile saiu na frente, com políticas arrojadas de incentivo.
Outro exemplo são os carros menores, que causam menos impacto ambiental, pois trazem tecnologias avançadas e desenhos compatíveis às exigências dos consumidores nascidos em um mundo complexo e cheio de problemas, por isso tendem a exigir produtos sustentáveis.
No Brasil, recentemente o jornal Valor Econômico, em parceria com a São Paulo Fashion Week (SPFW) e a In-Mod, organizou várias palestras para tratar do tema. O inglês John Howkins, autor do livro The Criative Economy, esteve no evento e disse que a economia criativa tem sido apontada como o principal caminho para as empresas saírem mais rapidamente da crise.
Como exemplo citou a GM americana que, mesmo na condição de concordatária, seus designers de veículos de baixo custo vão muito bem. Howkins recordou ainda New Orleans, EUA, e a destruição provocada em 2005 pelo furacão Katrina. Em sua opinião, foi a economia criativa que ajudou a reconstruir a cidade.
Alexandre Novakoski, gerente de canais da Seal Telecom, conta que uma das medidas que os executivos estão adotando para enfrentar o cenário caótico do trânsito e aeroportos nas grandes cidades é a comunicação unificada, via tecnologia IP. As conferências e reuniões feitas por meio de videoconferência evitam deslocamentos constantes com viagens e agilizam o processo de tomada de decisões. Reduz não só os custos corporativos como também a emissão de gás carbônico na atmosfera. Ou seja: “a empresa, o meio ambiente e as avenidas saem no lucro”.
As questões ambientais têm mobilizado as entidades empresariais no Brasil para que apresentem modelos de condutas criativas e bem sucedidas de empresas que se utilizam de modernos conceitos e práticas em responsabilidade social. Um exemplo é o programa Sou Legal, coordenado pelo Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O Programa acredita que “adotando estratégia de desenvolvimento, crescimento e qualidade de vida para os seus colaboradores e familiares, o industrial investe no ser humano, que responderá com motivação e criatividade, resultando em aumento de produtividade e competitividade”. 
O Programa Sou Legal disponibiliza as ferramentas oferecidas pelo Sesi e Senai e por um grande número de parceiros, como Instituto Ethos, Sebrae, Canal Futura, Instituto Akatu, Bolsa de Valores Sociais e Associação Brasileira do Câncer.
De acordo com a coordenadora do Programa, Eliane Belfort, “é possível implantar políticas de responsabilidade social empresarial, sem onerar o orçamento, identificando ferramentas que podem melhorar a produtividade, a qualidade dos produtos e contribuir para o crescimento do país e da sociedade brasileira”.
Ver também:



O futuro está na economia criativa
Empresas tradicionais também podem se apropriar da economia criativa e se renovar


A concepção de economia criativa como estratégia de governo para alavancar a produção de um país e torná-lo competitivo no cenário internacional ganhou relevância na Inglaterra, com o primeiro ministro Tony Blair, nos anos 90.
O modelo foi bem sucedido e comprovou que havia novos caminhos para assegurar o desenvolvimento nacional sem depender de elevados investimentos em bens de produção, como foi concebido pela revolução industrial.
Apesar de a maioria das atividades abrangidas pela economia criativa não ser nova, nenhum governo havia pensado um plano de ação unificado para potencializá-las, o que só foi possível com a disseminação da informática.
A genial estratégia de Blair tornou-se factível a todos os países e o mundo inteiro tenta tirar proveito desse infindável mercado, que além de bens culturais, como cinema, música, dança, teatro e artes plásticas, envolve o lazer, o turismo, a moda, o design e a inovação tecnológica.
Enfim, um vasto campo de ação que tem determinado o rumo dos investimentos globais, estimulando a interface da indústria tradicional com esse admirável mundo novo, que areja os escritórios, dinamiza as relações, anima as fábricas, horizontaliza o pensamento e estimula a integração de profissionais, que se tornam corresponsáveis pelo sucesso das pequenas, médias e grandes empresas.



Sustentabilidade e cooperação: Palavras de ordem em um mundo interdependente
As conferências da ONU sobre meio ambiente, realizadas nos últimos 30 anos, contribuíram imensamente para fixar o conceito de interdependência das nações e a importância da inovação tecnológica e da cooperação para o desenvolvimento sustentável.
No plano industrial, a idéia de gestão de empresas ganhou impulso no Brasil a partir dos anos 80, com teorias determinadas a ampliar a produção, reduzir poluentes e garantir qualidade de vida aos colaboradores e à sociedade.
O avanço no conceito de gestão acompanhava a mudança de mentalidade dos consumidores e as novas legislações ambientais. Ou seja, as empresas foram obrigadas a se aprimorar para cumprir com as novas regras e garantir competitividade no mercado externo.
A partir de então se iniciou um trabalho árduo e complexo para o setor empresarial, que exigia muito investimento e formação de lideranças. As grandes corporações, com unidades distribuídas pelo mundo, foram as primeiras a disseminar os modernos conceitos de gestão que buscam a sustentabilidade.
Hoje é comum dizer que a formação humana é a alavanca do sucesso. Mas a palavra relativamente nova nesse contexto é “cooperação”. Para os especialistas em gestão, estão fadadas ao fracasso as empresas que não seguirem esse caminho: formação de pessoas para a liderança, investimento em novas tecnologias e cooperação. São fundamentos interligados que balizam as relações de negócio.










Intraempreendedorismo






Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.







Intraempreendedorismo é a versão em português da expressão intrapreneur, que significa empreendedor interno, ou seja empreendedorismo dentro dos limites de uma organização já estabelecida. O termo intrapreneur foi utilizado pela primeira vem em 1985 por Gifford Pinchot III.






      


A vez do empreendedor interno

Por Ana Luiza Herzog  | 12.06.2002

O norueguês Peter Lorange costuma dizer a seus alunos que as empresas, para crescer, precisam ter os cérebros certos. Não que seja o único a repetir esse mantra. A diferença é que Lorange o utiliza para ajudar os executivos a se transformar nesses cérebros. Ele é o presidente do IMD, um dos mais renomados centros 
mundiais de ensino de administração de empresas, com sede em Lausanne, na Suíça. Em recente visita ao Brasil, Lorange falou a EXAME sobre o perfil do profissional que está fazendo a diferença nas organizações: 


Carga horária: 48 horas/aula

(Um dos grandes mentores do Empreendedorismo no Brasil)

intra-empreendedorismo

O empreendedor interno nasce e se expande em função da natureza da cultura das empresas. Na maioria, a estrutura de poder e teias hierárquicas sufocam a liberdade dos empregados, calando também a sua capacidade de inovar. Nas poucas que tem a ousadia se manterem estruturas flexíveis, a criatividade dos seus integrantes têm sido decisiva para o seu desenvolvimento.
Em todos os casos, no nosso tempo o empreendedor interno é um dos mais importantes recursos das empresas de alta competitividade.
Ao alcançar determinado nível de estabilidade, uma organização pode perder ou ver reduzido o seu potencial empreendedor, entendido como a capacidade de inovar através da recriação e reinvenção dos processos e técnicas que a permitem encontrar novos mercados e novos produtos.
É por isto que o intra-empreendedorismo é indispensável para as organizações já estabelecidas, pois recria a cultura empreendedora interna.
Metodologia 


  1. Sensibilização com alta direção


  2. Estudo da cultura empreendedora na empresa


  3. Definição do grupo focal


  4. Desenvolvimento do potencial empreendedor do grupo focal, através do workshop O empreendedor interno.
Mais informações e contratação pelo e-mail dolabela@dolabela.com.br









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Convido-os para conversar sobre o tema também em:

Sociedade Brasileira de Gestão do conhecimento


Ou em meu blog, onde copiarei esta mensagem:



Sinapses de Gaia


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R-R Roma Serviços Contabeis Ltda (Escritório Roma)
Lista dos artigos disponíveis, sobre Empreendedorismo nesta data:





O futuro está na economia criativa
Valores e competitividade
Educação e mercado | Despertar para novos valores e avançar
Negociação - O grande desafio dos executivos
A força do diálogo no posicionamento da marca
Sustentabilidade e cooperação: Palavras de ordem em um mundo interdependente
Espírito de equipe e a busca da identidade empresarial
Economia criativa e criatividade na economia
Liderança em constante transformação
Descubra os riscos e desafios para o lançamento de um produto
Marketing na Era da incerteza
Controle: essencial para a execução do planejamento
Balanço contábil: Uma fotografia da sua empresa
Criação do Microempreendedor Individual diminuirá a informalidade
Empreender: habilidade e técnica aliadas
Saiba usar suas emoções e faça a diferença
Empresários: cautela com os projetos para 2009
Encontre a chave do sucesso nas parcerias
Procuram-se líderes nas empresas
Família S.A.
Sucessão, o futuro da sua empresa
Responsabilidade civil sobre produtos e serviços
Administrar ou executar: qual a melhor opção?
Assessoria: Aprimoramento para o sucesso
Mulher empreendedora: a arte de viver
Cultura organizacional: Uma contribuição de todos
Sustentabilidade - Compromisso com gerações futuras
Revolucione sua empresa e descubra um novo mercado de trabalho
Valores intangíveis. Sua empresa precisa descobri-los.
Inovação - um diferencial positivo
Valorização das pessoas: caminho certo para o sucesso empresarial
Gestão baseada em fatos e informações
Empresas organizadas por meio de processos
A visão sistêmica como foco dos negócios
Empresas que aprendem vão mais longe
Persistência, indispensável para ser líder
O mercado está dizendo sim ao seu plano de negócios?
A força do marketing interno de sua empresa
Prepare sua empresa para um ano de muito sucesso
Planejamento: O caminho certo para o sucesso
Estabelecer objetivos é o começo do sucesso
Comunicação: um grande capital
Seja empreendedor, faça a diferença
O corpo fala e realiza negócios
Redução de custos na empresa
Como melhorar o atendimento ao seu cliente
Organiza-se e vença a batalha contra os papéis
A motivação e seu poder na empresa
Preço e valor: quais são as diferenças?
Projete seu futuro a partir dos seus sonhos
Identidade visual, uma necessidade
Prepare-se para o clima das festas de final de ano
Inovação & diferenciação: caminhos para o sucesso
Administrando na ponta do lapis
Transforme sue cliente em defensor de sua empresa
A empresa funciona na sua ausência
Boas correspondências conferem credibilidade à empresa
Ornanize-se mais no trabalho
Começar de novo!
Um dia você aprende
A arte de contratar
Benchmarking - Aprendendo com quem sabe fazer melhor!
Ferramentas para o controle financeiro
Administrando a inadimplência
Postura ética e social para as empresas
Saia da zona de conforto
Tópicos estratégicos em vendas
Concorrentes em novos formatos
Gerencie as compras de sua empresa
Habilidades sociais: já pensou nisto?
Seja um profissional proativo
Construindo o sucesso para a sua empresa
Amigos, amigos, negócios à parte!
Prometeu ao cliente: cumpra!!!
Limites e cuidados na redução de custos
Melhorando relacionamento na empresa
Processo de formação do preço: uma função estratégica
Analise os parceiros de sua empresa
A importância da reclamação do cliente
Os “momentos de verdade” da empresa com o cliente
Um radar coorporativo para sua empresa
Motivação, persistência e renovação.
Empreendedores internos